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37.000 km foram percorridos durante os testes do sistema de direção autônoma da Audi

O engenheiro Björn Giesler, um dos integrantes do departamento de desenvolvimento da Audi, entra na rodovia com um sorriso estampado no rosto e as duas mãos longe do volante. Ele é louco ou um suicida em potencial? Nada disso. A sua aparência apenas reflete a grande confiança que tem em uma nova tecnologia. O Audi A6 Avant no qual Giesler está trafega de maneira totalmente autônoma.

Um novo leitor 3D fornece as imagens de tudo o que ocorre ao redor do veículo

A princípio, pode parecer simples, mas para quem experimenta esse sistema pela primeira vez não é fácil se acostumar. A reação instintiva é de tentar assumir o comando do veículo de alguma forma. Quem já conduziu um carro com um moderno controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo pode imaginar a estranheza que o novo sistema apresentado pela Audi provoca. Não importa se os carros que vão à frente freiam, aceleram ou mudam de faixa. O A6 Avant de Giesler mantém o seu ritmo.

Outra inovação exibida pela fabricante alemã foi o sistema que faz com que o carro vá sozinho ao encontro de seu proprietário, por meio de um comando dado por um smartphone ou tablet

De certa forma, pode-se dizer que esse sistema de direção autônoma apresentado pela Audi não é novidade. A diferença está na liberdade que ele proporciona ao condutor, já que além de manter a velocidade e a distância dos demais veículos, este A6 também se mantém na faixa de rolamento.

As novidades foram apresentadas na CES 2013 (Consumer Electronics Show), em Las Vegas

Isso se deve, claro, a novos sensores instalados na caixa de direção, que atuam em conjunto com o sistema que monitora o trânsito em volta. É importante lembrar que a apresentação desse novo conjunto ocorreu em Nevada, Estado nos EUA que mais incentiva o desenvolvimento de sistemas de direção autônomos.

Para se ter ideia, basta lembrar que, em 2005, o governo de Nevada, em parceria com o Ministério da Defesa do país, organizou um concurso de veículos com esse tipo de direção. O vencedor foi um jovem chamado Stanley, estudante da Universidade de Stanford, que mais tarde seria um dos responsável pelos sensores utilizados em um dos veículos Mars Rover, controlados a distância, que exploraram o planeta Marte.

Enquanto seguimos viagem, Giesler lembrou que durante os testes realizados, nos quais foram percorridos cerca de 37.000 km, nenhuma correção humana foi necessária. Além disso, não foi necessária nenhuma alteração dos componentes originais do veículo.

De acordo com o engenheiro, foi preciso apenas acrescentar um novo sensor a laser que monitora toda a área à frente do veículo, em um ângulo de 140°, e que fornece imagens em 3D à central eletrônica que gerencia todo o sistema.

A ideia, de acordo com Giesler, não é dispensar o trabalho do motorista, mas sim proporcionar mais conforto durante as ocasiões em que dirigir pode ser uma tarefa aborrecida, como nos congestionamentos. Quando quiser desfrutar da viagem ou assumir a condução, é só desligar o sistema, explicou o engenheiro.

O controlador de velocidade não precisou ser adaptado para o novo sistema

A iniciativa é vista por alguns especialistas  como uma resposta das fabricantes de veículos às críticas de que elas estariam fomentando a distração ao vo­lante, por conta dos diversos sistemas de comunicação e de entretenimento instalados nos carros modernos.

Mesmo assim, os executivos das fabricantes alertam: um automóvel totalmente autônomo ainda é uma realidade distante, e pode nem vir a existir. Mesmo assim, é sempre bom saber que as empresas também estão preocupadas em desenvolver novos itens de segurança para os seus consumidores.

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